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  • Cristina Porto

Benevolente e Invisível. Um desafio de quem trabalha com eventos.



Ontem participei de um evento e enquanto me divertia com minhas amigas, observava como as coisas funcionavam (ou não) ao meu redor. De que maneira os atendentes recepcionavam as pessoas (“influencers” ou não), serviam suas bebidas e realizavam as inúmeras atividades que envolvem um evento.

Organizar um evento não é uma tarefa nada fácil em função da quantidade de serviços e produtos que precisam ser supervisionados para tudo sair dentro do esperado. Mas, queria aproveitar esse post para falar de apenas um aspecto da organização do evento que é para mim um grande desafio: como ser invisível e benevolente?

Garçons, recepcionistas, cerimonialistas, DJs, técnicos, etc., podem influenciar a nossa percepção a respeito de um evento em função do jeito com que se “relacionam” com os convidados. Você pode ir naquele evento em que a organizadora corre para todos os lados, acena, carrega uma planilha e ficar com a sensação de que tem um princípio de incêndio na cozinha ou, você pode simplesmente “não perceber” que existe uma equipe trabalhando muito para você. E, isso sim, eu diria que é ser “invisível”.

Para atender bem em eventos não é preciso mostrar o quanto você trabalha, o quanto está ansioso com o cantor que se atrasou ou quão rápido você consegue cruzar o ambiente com os olhos arregalados. Exatamente ao contrário, não permita que ninguém perceba nada e use a sua energia para solucionar. Esse é o primeiro lado da moeda: o bem atender em eventos está diretamente relacionado a não ser percebido.

E o benevolente? Esse é o outro lado. Você precisa ter uma fantástica atenção a tudo o que acontece ao seu redor para reagir, assim como aconteceu no evento que eu estava: eu e uma amiga fomos buscar uma porção da alimentação e o buffet já havia sido recolhido... Olhando para os réchauds vazios, concluímos o óbvio. Na ponta do buffet, um grupo de três pessoas conversava quando uma delas se aproximou e disse “Mais dois? Vou buscar. Aqui ninguém fica sem comida” E foi até a cozinha buscar nossas porções. Esse é o lado benevolente. Aquele que, apesar de não parecer, está observando tudo, que apesar de já ter cumprido sua tarefa com competência (servido a todos durante a noite), oferece um algo mais para o convidado, surpreendendo e encantando-o.

Você trabalha com eventos?
Então, lembre dos dois lados da moeda: o invisível (você não está me vendo) e o benevolente (mas eu estou vendo você e vou ajudar). Não é nada fácil encontrar a medida e se fazer presente apenas no momento em que você vai fazer diferença. É a capacidade de ser empático, sem dizer “nem te conto...”, de ser simpático sem dizer “oi flor...”, de ficar a uma distância longe suficiente para não ser percebido e perto suficiente para estender a mão, o garfo, a cadeira, o guardanapo ou o sorriso, se for preciso.

O exemplo de quem está liderando a equipe, uma boa dose de bom senso e a certeza permanente de que você está ali para trabalhar (portanto você não come, bebe ou faz uma selfie com os convidados – a não ser a pedido deles) vão te ajudar a permanecer no caminho.

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