sábado, 2 de abril de 2011

Limites...

Depois de uma eternidade sem postar nada, segue texto que acabei de escrever sobre os limites:


                Certa noite, o sábio espírito de um índio guerreiro me deu uma grande lição sobre a vida, ao meu ver à sua frente, debilitado, com o ombro e o controle emocional lesionados. Ele me disse que a guerra é assim mesmo, causa danos, machuca. Na luta por um ideal, pelo crescimento na vida, as batalhas são ganhas com muito suor e sempre machucam. As vezes os machucados são mentais, as vezes físicos, mas é impossível passar por uma batalha sem ficar sem alguma marca. São essas marcas que nos fortalecem, que nos fazem conseguir continuar em pé para a próxima batalha, que não tarda muito a vir.
                Naquela noite aprendi também, que para a grande guerra ser ganha, não será com o resultado de uma única batalha. Que a grande guerra se ganha através das pequenas batalhas, das pequenas conquistas. Primeiro você concentra sua atenção em ponto estratégico, ganha essa batalha e espera, planeja o próximo passo. Sair atropelando a tudo e a todos, com vontade de chegar ao fim do conflito o mais rápido possível, só irá minar suas forças, te deixando mais vulnerável do que fortalecido. Mais vale demorar, andar passo a passo e chegar ao fim da guerra com condições de brigar do que acabar ficando pelo caminho.
                Nossas escolhas na vida nos levam a situações que fogem de nosso controle, que acabam levando a ser tragados pela tempestade. Talvez por falta de coragem de dizer não, ou por querer abraçar mundo, sempre achando que pode mais. As vezes nos esquecemos que nosso corpo precisa ser bem alimentado, precisa descansar, precisa ter condições de se recuperar das batalhas diárias. Continuamos seguindo em frente, tocando o barco, não dando atenção aos sinais que o organismo dá. Não dando muita importância praquela enxaqueca que insiste em aparecer, mas que rapidamente você controla com dois comprimidinhos. O cansaço que toma conta, é apenas cansaço, daqui a 4 meses quando pegar uma semana de férias eu descanso, agora não posso.
                O sinal amarelo aparece, mas deixamos ele minimizado no canto da tela, "deixa ele ali.. depois eu dou uma olhada". Até que de repente: BAM!! O corpo pede arrego. Alguma coisa se rompe, e a dor toma conta. Nessa hora você é obrigado a perceber que seu limite tinha ficado ali atrás há alguns dias.. E as milhares de defesas que você passou meses ou anos construindo, para se proteger de você mesmo, simplesmente caem. E nesse momento, você se vê totalmente indefeso, alheio à sua vontade de evitar que aconteça.
                Nesse momento existem duas escolhas: baixar a cabeça, engolir o orgulho e pedir ajuda, ou fazer aquilo que vem fazendo há anos, que é tentar resolver a bronca sozinho e continuar tentando parecer infalível. Se essa estratégia funcionasse, você não teria chego até esse ponto. Então a hora é de procurar as pessoas certas, que podem te ajudar, encontrar aquele seu "eu" humilde, que estava lá, escondido em algum canto e botar ele no comando.  É chegada a hora de pedir ajuda, deixar claro para você mesmo que você é humano, e que você pode errar, que as pessoas não vão se afastar de você caso demonstre fraqueza, pelo contrário, elas vão se aproximar.
                Depois que você perde o controle, é obrigado a se afastar por um breve momento e descobre que a vida continua sem você, apesar de você. O mundo não acabou. Você pode tocar o barco mais devagar, parar para olhar a vida de uma perspectiva mais ampla, analisando outros pontos de vista. Deixe que as pessoas assumam suas responsabilidades, e assuma as suas, apenas as suas e não as dos outros. Porque quando você assume as responsabilidades dos outros como suas, cria-se uma relação de dependência, onde ninguém faz o que deveria, e o tempo, o implacável tempo, continua correndo solto, sem nenhuma amarra. Você torna-se escravo de si mesmo. E a pilha de papel só aumenta.
                Pare, respire fundo, olhe ao redor. Entenda quem são as pessoas chave da sua vida nesse momento. Quem são as pessoas em quem você pode confiar, aquelas que se bem direcionadas irão alçar vôo junto contigo, numa caminhada compartilhada de evolução. Pesquise quem são as pessoas que têm mais conhecimento, experiência e que têm condições de te ajudar. Absorva conhecimento dessas pessoas, pois a sabedoria é uma força que não vale de nada se não for compartilhada, e quem a tem sabe disso.
                Mais importante de tudo: diminua o ritmo, pense devagar, pense uma coisa de cada vez. Entenda quais são seus limites, e deixe isso claro para os outros, que você tem um limite, que não adianta despejar o mundo nas suas costas, pois você será esmagado pelo excesso de peso. Olhe para dentro de si, e entenda que o crescimento é dolorido, mas precisa acontecer, pois só assim, nas pequenas batalhas do dia a dia, que conseguimos nos fortalecer para enfrentar a grande guerra, a grande batalha e sairmos da vida com a sensação de plenitude, de missão cumprida, e irmos descansar na grande fogueira junto de nossos ancestrais.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sexo Ocasional ??

Olha só a reação à pergunta sobre sexo ocasional...



"Eu não fiz nada, não moro aqui, cheguei hoje"

sábado, 25 de dezembro de 2010

Sensibilidade Masculina....

Saca só a simpatia... hehehehe

Uma mulher apaixonada envia uma mensagem de texto, com muito amor, ao seu amado dizendo:
Meu amor, se está dormindo, me envie os seus sonhos!
Se você está rindo, me envie o seu sorriso!
Se você está chorando, me envie as tuas lágrimas!
Te amo!
No que o homem responde:
Amor… Eu estou cagando. Quer que te envie alguma coisa?

Tirei daqui: Pilandia

Old English "Chuck Norris" Drinking Tequila....

Flagra a pose do "Mordomo Chuck Norris"





E de acordo com comentário do Youtube: "DESTRUIÇAO SENSORIAL!!!!!!!!!!!esse cara é o puro mito"

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Decoração Natalina...

Eu com certeza decoraria minha casa desse jeito... Musica I´m Broken do Pantera

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O cara Tussiu...

Versão traduzida de uma das músicas do grande clássico japonês Jaspion... é velho.. mas é legal e vale umas risadas...



"E cu no pau há..."

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Velho Deitado...


Assino embaixo... Tirei daqui ó: Will Tirando, um cara porecatuense que ta fazendo bonito nos desenhos...

domingo, 24 de outubro de 2010

As pessoas e suas bolhas...

Trilha sonora do Texto.. The Doors - Strange Days (o disco)

Por mais que esse blog seja parcamente visitado.. com meia duzia de gatos pingados e participação desses ainda menor.. eu gosto de escrever esses textos do mesmo jeito... mesmo que as pessoas morram de preguiça de lê-los... anyway.. vamos lá

Acredito que todos ja devam ter notado isso, e provavelmente nunca pararam para pensar no assunto.. mas quando estamos em lugares muito movimentados, principalmente com pessoas que andam em grupos, e muito também quando estamos em bares, nossa audição capta apenas fragmentos de conversas alheias. Acho muito interessante, por exemplo no mercado, você se aproxima de uma prateleira para pegar algo, e existem duas mulheres conversando, ao se aproximar você ouve algum pequeno trecho da conversa, e ao se afastar essa conversa sai do seu alcance.

Esses dias estava pensando sobre o assunto. Desenvolvi uma "teoria" de que as pessoas formam pequenas "bolhas" em volta de si. Explico: é sabido que todos possuem um campo magnético, e esse campo exerce uma área de influência de alguns metros, em torno de 2 mais ou menos.. talvez mais. Então, quando duas pessoas estão conversando, em volumes civilizados, é como se a "área de influência" da conversa fosse limitada a esses dois ou 3 metros.. Como se o som ficasse preso à esse campo de força. Estamos em um lugar com diversos grupos conversando, e o barulho predominante no local é aquele burburinho característico, sem nenhum som totalmente compreensível. Ao nos aproximarmos dessas pessoas, entramos no seu campo de força e ouvimos o que estão conversando naquele momento, e ao sairmos dele, as palavras somem novamente. Então ouvimso apenas uma parte da conversa.

É engraçado o tipo de coisa que se ouve nesse momento. As vezes eu fico pensando no que ouvi da conversa e fço um breve exercício de imaginação para tentar compreender aquilo e encaixar em algum contexto que não tenho a menor idéia de qual é. E ai que está a graça da coisa. Quando andamos na rua é igual, se você ouve duas mulheres conversando e ouve algo do tipo como: "me assutei com o tamanho do negócio..." e ai ? de que elas estariam falando ? o campo de possibilidades é enorme.. mas o tempo que você permaneceu na "bolha" foi suficiente para captar apenas isso..

Já em bares a situação é diferente, pois vocês e as pessoas estão em posições estáticas, não havendo essa invasão da bolha. Em compensação, o que você ouve acaba sendo ainda menos informação, uma risada mais alta, uma palavra apenas, um comentário simples ou coisas do gênero. Ja fiz algumas vezes a experiência de tentar direcionar minha audição para a direção de onde veio tal palavra, mas a impressão que tenho é de que em um bar, as palavras formam um agrupamento de energia maior, disforme que envolve todo o ambiente, dificultando a localização da origem, o que não deixa a experiência menos interessante.

Tentem fazer o exercício de ouvir o que é falado e imaginar o contexto das conversas de acordo com o que você pode ver das pessoas, tipo de vestimenta, visual, etc.. e obviamente seus pré-conceitos irão ser responsáveis por preencher as lacunas... E eu acredito que devemos errar completamente em 99% das vezes.. Tentem prestar atenção nas "bolhas" das pessoas e vejam que sai um monte de coisas que fora de contexto se tornam muito engraçadas... ou não...


UPDATE-- Hoje andando pelo trânsito, passei por um grupo de quatro mulheres e a unica coisa que ouvi foi: "cigarrinho do capeta"... veja só...